A formação do Edema
Por muito tempo, foi um mistério quais seriam os mecanismos profundos ocorridos para formar o edema?
Os próprios sinais clínicos são, às vezes, contraditórios: alguns edemas aparecem à noite, enquanto outros, mais raros, são mais evidentes ao ao acordar.
Embora a atividade física favoreça a eliminação do edema, por diversas vezes, o mais indicado é o repouso.
É consenso que o edema é resultado do desequilíbrio entre o aporte de líquido que vem dos capilares sanguíneos pela filtração e a reabsorção desse líquido.
O equilíbrio é alcançado quando as vias de drenagem são suficientes para evacuar o líquido trazido pela filtragem. Ocorre uma constante renovação do líquido intersticial, na qual as células do corpo podem retirar os elementos necessários para o seu metabolismo. Se não houver interrupção, não ocorrerá edema.
Quando o aporte de líquido filtrado se torna maior e o sistema de drenagem não aumenta, isso gera uma consequência. Ocorre um desequilíbrio entre a filtração e a evacuação dos líquidos. Os tecidos se enchem de líquido, a pressão intra-tecidual aumenta e a pele se distende. O tecido incha e ocorre o edema.
O edema que resulta do aumento na chegada de líquido não necessariamente tem relação com um problema no sistema linfático.
Um problema linfático se inicia quando há um defeito na drenagem linfática, como:
- Agenesia (ausência no desenvolvimento) ou Hipoplasia (insuficiência no desenvolvimento)
- Incontinência valvular
- Obstrução linfática
Esse edema ligado ao excesso de aporte líquido é de origem vascular. Clinicamente, ele apresenta o sinal de Godet, ou seja, uma pressão aplicada com o dedo o deprime e, após suprimir essa pressão, a depressão persiste.

É possível deslocar o edema gradativamente, de um espaço intersticial a outro espaço intersticial, por meio de pressões feitas com as mãos envolvendo a região edematosa.
Essa técnica é a utilizada na drenagem linfática manual, realizada diversas vezes para levar o líquido filtrado em direção às regiões onde a circulação linfática é capaz de assegurar a reabsorção e realizar a evacuação.
Edema – O edema é o inchaço devido à acumulação de líquido, e este líquido não é rico em proteínas e macromoléculas.
Um outro tipo de edema totalmente diferente aparece quando a rede de evacuação é insuficiente, enquanto o aporte por filtragem é normal. As vias linfáticas possuem um poder de adaptação muito grande: elas podem drenar uma média de 24 a 30 litros de linfa por dia. Pode ocorrer, entretanto, que, apesar de tudo, a rede seja insuficiente. O edema se instala, organiza-se e se torna fibroso, e as possibilidades de evacuação dependerão do seu grau de evolução e de organização.
Linfedema – O linfedema é o inchaço prolongado com acumulação de líquido rico em proteínas e macromoléculas devido a uma insuficiência mecânica no sistema linfático.
O inchaço do linfedema clinicamente não apresenta sinal de Godet e não é possível deslocá-lo por meio de pressão.
