Diagnóstico do linfedema
Diagnóstico inicial
Caso o diagnóstico do linfedema seja feito no estágio inicial, há maior probabilidade de resultados positivos no tratamento, uma vez que é uma doença progressiva. Por mais que o linfedema seja complexo, não deve ser negligenciado, pois já existem diagnóstico e tratamento adequados.
Diagnóstico e intervenção precoces
A tendência mundial de abordagem do linfedema é a detecção precoce. É de suma importância, é fundamental, é de vital relevância que consigamos identificar os pacientes potencialmente suscetíveis a sofrer linfedema e adotar medidas preventivas para evitar o desenvolvimento do linfedema ou evitar a progressão do linfedema para etapas que possam ser disfuncionais.
O linfedema não ocorre de um dia para o outro; quase sempre é uma situação que progride e piora com o passar do tempo. Se conseguirmos, como profissionais intervir nas primeiras etapas do linfedema, modificando hábitos da vida do paciente, adotando atitudes preventivas, fazendo com que ele conheça sua suscetibilidade, conheça a situação de risco que implica realizar certas atividades na sua vida diária ou a maneira que está levando sua vida diária na sua situação física, isso nos ajudará a resolver muitos casos de linfedema e evitará que tenhamos casos em que o paciente fique totalmente incapacitado. A elefantíase ou o linfedema na etapa 3, por exemplo, são estágios muito avançados que não ocorrem de um dia para o outro; vão progredindo com o tempo. Se a maioria de nós, profissionais, conseguíssemos identificar um paciente com potencial risco para desenvolver o linfedema, o ideal seria encaminhá-lo imediatamente a um especialista e informar o paciente sobre a possível situação, para evitar a progressão do linfedema. Precisamos parar a história natural do linfedema que tende a ser progressivo e incapacitante.
Sinais e Sintomas
- Perda dos contornos dos músculos e membros
- Roupas começam a apertar apenas de um lado
- Aumento gradual do volume da região
- Inchaço lento e progressivo que não diminui com o repouso e diuréticos
- Sensação de peso e rigidez no membro, sem dor
- Alterações na pele enrijecida, seca ou com manchas
- Deposição de tecido fibrótico e adiposo no subcutâneo
- Hiperqueratose
- Lesões, nódulos ou dobras na pele
A linfocintilografia é um exame para o diagnóstico, mas nem sempre é necessária. Com o histórico do surgimento do edema e a avaliação clínica usando o sinal de Stremmer, avaliando as unhas, a coloração e a textura da pele, muitas vezes, somente com os achados clínicos é possível fechar o diagnóstico.
(INTERNATIONAL SOCIETY OF LYMPHOLOGY, 2013).
